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Notícias : IBGE: domicílio alugado cresce mais que casa própria
em 8/9/2010 17:47:29 (6 leituras)

Embora a casa própria seja maioria no total de domicílios no País, o ritmo de crescimento no número de casas ou apartamentos alugados foi mais forte que o avanço de domicílios próprios de 2008 para 2009, segundo informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou sua Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Em um universo estimado de 58,5 milhões de unidades domiciliares, foram registrados 43,136 milhões de domicílios próprios em 2009, o que representa cerca de 73,6% do total.

O número de domicílios próprios representa um acréscimo de apenas 0,6% em relação ao apurado em 2008. No caso dos domicílios alugados, o número chegou a 9,952 milhões no ano passado, o que representa cerca de 17% do total e 4,3% a mais que o registrado em 2008. Entre as localidades pesquisadas pelo IBGE, a Região Norte foi a que apresentou maior proporção de casas próprias em 2009, com 78,7% do total de domicílios naquela localidade. Em seguida aparecem o Nordeste (76,2% do total), o Sul (76,1%), o Sudeste (71,8%) e o Centro-Oeste (65,4%).

Já em casas ou apartamentos alugados, a Região Centro-Oeste apresentou em 2009 a maior participação, com 21,4% do total. Na sequência aparecem o Sudeste (19,1%), o Sul (15,4%) e o Nordeste (14,3%). O instituto informou ainda que, em 2009, é possível notar uma redução na parcela de domicílios com cinco moradores ou mais. O porcentual de domicílios que se encaixavam na faixa com cinco moradores, no total de unidades, recuou de 10,8% para 10,6% de 2008 para 2009.

Acesso a bens

O acesso das famílias brasileiras a bens duráveis, como automóveis, geladeiras e lavadoras, cresceu de 2008 a 2009. De acordo com o IBGE, em um universo estimado em 58,5 milhões de domicílios, a fatia de residências que possuem carro aumentou de 36,4% para 37,4% de 2008 para 2009, totalizando 21,9 milhões de domicílios. Já a fatia de residências com motocicletas cresceu de forma mais intensa, de 14,7% para 16,2% no período, para 9,4 milhões de unidades domiciliares.

No caso de geladeiras, o porcentual de domicílios com este produto subiu de 92,1% para 93,4% de 2008 para 2009, totalizando 54,7 milhões de residências. As máquinas de lavar roupa em 2009 também mostraram avanço nos lares brasileiros. A fatia de domicílios com este produto saltou de 41,5% para 44,3% no mesmo período, somando 25,9 milhões.

A pesquisa também mostrou um aumento na participação de moradias com televisão, de 95,1% para 95,7% no período, para 56 milhões de residências. Desde 2008, o IBGE investiga o avanço dos DVDs nas residências brasileiras. A PNAD mostrou que, de 2008 para 2009, o porcentual de lares com este aparelho subiu de 69,4% para 72%, totalizando 42,1 milhões de moradias.

Trabalhadores domésticos

De acordo com a PNAD, o número de trabalhadores domésticos no País subiu 9% de 2008 para 2009, somando 7,2 milhões no ano passado. Os trabalhadores domésticos englobam todo o contingente que prestava algum tipo de serviço doméstico remunerado, como empregadas domésticas, diaristas, jardineiros e motoristas.

O levantamento do IBGE mostrou ainda que houve um crescimento de 12,4% no número de trabalhadores domésticos com carteira assinada de 2008 para 2009. Ao se observar um período mais longo, de 2004 a 2009, o número de trabalhadores domésticos cresceu 11,9%, sendo que o total com carteira assinada subiu 20% no mesmo período. A pesquisa também informou que, do total de 39,5 milhões de mulheres com emprego em 2009, 17% eram domésticas.

Fonte: Estadão

(Gabriel Miranda)

Notícias : Saque do FGTS para consórcio de imóvel soma R$ 28,8 milhões, diz Caixa
em 8/9/2010 17:45:58 (6 leituras)

Valor médio de saque por imóvel é de R$ 16.645,62, segundo o banco federal

Os saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortização ou liquidação de consórcio imobiliário atingiram R$ 28,8 milhões nos quatro meses que se seguiram a aprovação, em março deste ano, das novas regras para utilização da conta vinculada ao fundo na aquisição de imóveis. Segundo dados da Caixa Econômica Federal, no período foram realizadas 1.729 operações. O valor médio de saque por imóvel é de cerca de R$ 16.645,62.

O uso desses recursos para abatimento no valor da prestação, porém, foi menos expressivo, com 34 operações realizadas no mesmo período, somando R$ 210 mil, com valor médio de R$ 6.282,40.

Em 18 de março foram definidas as regras para trabalhadores titulares de conta no FGTS e cotistas de consórcio imobiliário usarem o saldo da conta vinculada para amortizar, liquidar e pagar parte dessas prestações. A medida foi aprovada pelo Conselho Curador do FGTS no final do ano passado e regulamentada pela Caixa.

Fonte: Estadão

(Gabriel Miranda)

Notícias : Indústria puxa crescimento do PIB; construção civil foi um dos motores
em 8/9/2010 17:44:08 (6 leituras)

A construção civil foi um dos principais motores do setor industrial no segundo trimestre. Em relação ao segundo trimestre de 2009, o segmento cresceu 16,4%. Com isso, as atividades de construção civil apresentaram variação recorde na série iniciada em 1996.

Esse desempenho teve influência do aumento de 34% do crédito para o segmento, de abril a junho, e de 9,8% da ocupação na construção no mesmo espaço de tempo.

Ao todo, a indústria avançou 13,8% de abril a junho deste ano, na comparação com o mesmo intervalo no ano passado. Pela ótica da produção, foi o principal setor que impulsionou o PIB (Produto Interno Bruto) no segundo trimestre, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

"Houve um crescimento forte da construção civil, mas deve ser levado em conta também que no segundo trimestre do ano passado, havia sido verificada queda de 9,3%. Portanto, a base de comparação é mais fraca", afirmou Rebeca Palis, gerente de Contas Trimestrais do IBGE.

A indústria extrativa mineral, que engloba as produções de petróleo e minério de ferro, teve expansão de 14,1% de abril a junho, sempre na comparação com igual período no ano anterior.

No acumulado do primeiro semestre, a indústria avançou 14,2%.

Já a indústria de transformação cresceu 13,8% no período, abaixo do recorde de 17,2% observado no primeiro trimestre. As atividades de produção e distribuição de luz, gás e água subiram 10,8%.

PIB

Depois de forte expansão no primeiro trimestre, a economia brasileira tirou o pé do acelerador e cresceu 1,2% no segundo trimestre, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, de acordo com dados relativos ao PIB. No semestre, a alta foi de 8,9% ante o mesmo período do ano passado.

No primeiro trimestre, o PIB havia apresentado incremento de 2,7% em relação ao quarto trimestre de 2009. Em relação a igual período em 2009, a economia avançou 8,8%.

Ao todo, a economia movimentou R$ 900,7 bilhões no segundo trimestre.

A alta no semestre, de 8,9%, foi maior para um semestre desde o início da série, em 1996.

Fonte: Folha Online

(Gabriel Miranda)

Dicas : Casa própria: como fazer uma boa negociação
em 4/9/2010 9:30:00 (51 leituras)


Foto: GettyImages


3 de setembro de 2010 - O Brasil vive um boom imobiliário com recordes de recursos para financiamento. O mercado está aquecido não só pela maior oferta de crédito, mas também pelo aumento da massa salarial. Mas quando é a hora de comprar a casa própria? O especialista em Consultoria Imobiliária e conferencista do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (CRECI-SP) e do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (SCIESP), Givaldo Alves de Lima, enumera os pontos que devem ser considerados para a decisão. Confira:

Quando comprar

O primeiro passo é verificar quanto dinheiro o consumidor pode disponibilizar, identificar que tipo de imóvel pode comprar e partir em busca dele.

Para saber quanto dinheiro pode usar, é necessário somar o que tem guardado, se tem FGTS e o valor de financiamento a sua renda permite.

Vale lembrar que o ideal é comprometer não mais que 20% da renda com as prestações porque, além das despesas iniciais - como registro, ITBI, alguma adequação física, etc - há outras no dia a dia, como condomínio e manutenção.

Por outro lado, os atuais contratos não possuem vínculo com a equivalência salarial e qualquer aumento acima do normal nos índices da TR (fator de correção das prestações) pode comprometer todo o financiamento.

É fundamental verificar se está com a documentação necessária para o financiamento. Se faltar algo, é bom providenciar enquanto pesquisa o imóvel.


Givaldo Alves de Lima


Busca pelo imóvel

É preciso achar vários imóveis com o perfil desejado, para poder escolher o mais conveniente em termos de preços e condições de financiamento.

Escolher o imóvel implica também em saber da infraestrutura urbana das proximidades e investigar junto à vizinhança possíveis incômodos existentes na região: barulhos excessivos, vandalismo, enxentes freqüentes, vizinhos incômodos, segurança...

Negociação e contrato

Escolhidos os imóveis mais convenientes, chega a hora de negociar sem medo e com um pouco de ousadia. Os vendedores mais experientes mostram uma certa inflexibilidade, mas são dobrados por um comprador paciente, que mostra que tem outras ofertas melhores. Se paciência é uma virtude, o é ainda mais nessa "compra da vida".

Cuidado: dinheiro não é tudo. Os termos do contrato são componentes importantíssimos a levar em conta na negociação. Leia atenta e pacientemente o Contrato, marcando os pontos duvidosos. Não é tarefa fácil, já que, por ser algo muito específico, até advogados têm dificuldades na interpretação.

Fique atento ao teor dos contratos propostos pelos diversos vendedores para imóveis equivalentes e leve em consideração as vantagens de cada proposta.

Tenha claros as dimensões do imóvel, o layout, o andar, quantas vagas de garagem, tipo de acabamento com o qual o imóvel será entregue e outros detalhes.

Procure escolher o sistema de amortização com menor oneração, qual seja, a tabela "SAC". Dê preferência a contratos que incluam um bom seguro contra desemprego, desde que os custos adicionais não sejam abusivos. Importante: você não é obrigado a fazer o seguro com o mesmo banco que está financiando o imóvel.

Confira no contrato se as taxas de juros, parcelas intermediárias e outros encargos estão descritos conforme conversado. Pergunte ao vendedor acerca de todos os pontos do contrato sobre os quais tenha dúvidas. Insista até que a explicação seja convincente. Tudo, absolutamente tudo o que for tratado, tem de estar escrito no Contrato.

Imóvel na planta

Se o imóvel ainda estiver na planta, alguns cuidados adicionais devem ser tomados, porque está havendo muitos atrasos de entrega, como admitem as construtoras isoladamente e entidades representativas da construção civil. De janeiro ao dia 10 de julho, por exemplo, quase quadruplicou, em relação a igual período de 2009, o número de queixas de consumidores que tiveram problemas com imóveis, segundo o Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa do Consumidor (Ibedec). Setenta por cento delas foram de compradores que não receberam a moradia no prazo combinado.No Procon de São Paulo, aumentaram em 106,6% as reclamações desse tipo no 1º semestre.

O consumidor deve pesquisar o histórico da empresa no mercado, começando por uma simples busca na internet. Empresas que já prejudicaram compradores sempre aparecem, inclusive mencionadas pelos lesados. Se essa pesquisa não acusar nada, a empresa pode estar limpa, ou ser tão nova que ainda não apareça.

Pode-se também pesquisar nos arquivos virtuais do Procon e do Judiciário. Em ambas as pesquisas, é importante ter a razão social correta da empresa, e não apenas o nome fantasia.

É indispensável pedir à empresa uma lista de referências, com compradores dos últimos cinco anos. Comunicar-se com pelo menos 2 de cada ano, perguntando sobre o seu grau de satisfação.

Peça à empresa documentos que comprovem a situação legal do terreno junto à prefeitura e que o projeto do imóvel está devidamente aprovado.Sem isso, o comprador jamais obterá a escritura.

No contrato, deve haver prazo claro para a entrega do imóvel. Nunca aceite tolerâncias de atraso maiores que seis meses. Deve estar muito clara a cláusula que dispõe sobre a devolução do dinheiro pela construtora em caso de desistência do comprador causada por atrasos de entrega.

Consórcio

É uma boa opção para quem não precisa do imóvel com urgência e tiver reservas para dar um lance a médio prazo, para não depender apenas da sorte.

Imóveis usados

Uma parcela dos consumidores que estão partindo para um imóvel novo, está vendendo o seu usado. Portanto, há bons imóveis usados disponíveis, cuja negociação é muito mais flexível do que a dos novos; já que o vendedor pode estar com pressa. Os cuidados devem ser os mesmos que para comprar um imóvel novo, somados a um importantíssimo: a documentação desse imóvel e de seu proprietário; fator imperativo para se obter o financiamento.

Tendências do mercado

O que mais se procura hoje são os imóveis de dois dormitórios (39,9% do total, em maio).Os de três dormitórios responderam por 34,2% das vendas. Portanto, se você procura outro tipo de imóvel, deve haver boas ofertas, mas se você procura o mesmo que a maioria, não há problema: lembre-se de que está havendo mais ofertas do que procura.

Organização

Para garantir o sucesso dessa importante aquisição, compre um caderno para anotar tudo e todos os passos, inclusive dados, endereços, telefones, cartões de visita, prospectos, links de sites... Leve-o sempre consigo, consulte-o o tempo todo e registre tudo nele. Depois, guarde-o como recordação dessa inesquecível aventura.

Fonte: Portal Uai

(Gabriel Miranda)

Notícias : Crédito para imóvel deve ir a 11% do PIB
em 3/9/2010 16:45:48 (55 leituras)

A participação do crédito imobiliário no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve atingir 11% em 2014, de acordo com as projeções de Luiz Antonio de França, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Isso equivale a R$ 500 bilhões, meta que o executivo considera importante e factível.

Com o mercado aquecido pela maior oferta de crédito e aumento da massa salarial, a expectativa é que essa relação fique entre 4% e 4,2% do PIB em 2010, calcula França, ao lembrar que essa participação ficou por muitos anos estagnada entre 2,5% e 3%.

João Crestana, presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), considera que o mercado imobiliário vive um momento único e será preciso muito diálogo para estruturar um novo modelo de financiamento sustentável para dar vazão a esse crescimento. "É fato que o setor terá de buscar novas fontes de recursos, mas além de buscar alternativas de funding temos de pensar em um modelo sustentado."

Para o presidente do Secovi, a aproximação com os fundos de pensão, que têm R$ 700 bilhões em sua carteira, seria o casamento perfeito. "O problema é que no Brasil esses fundos não aplicam no setor porque não há uma cultura por aqui de incentivo a esse tipo de investimento. É preciso quebrar paradigmas, vencer resistências."

Segundo Teotônio Costa Resende, consultor técnico da vice-presidência da Caixa Econômica Federal, entre as alternativas de funding a securitização seria apenas mais uma. "A Caixa não trabalha de forma alguma com um cenário que indique uma desaceleração no ritmo de concessão de crédito. Não pensamos em colocar o pé no freio. Estamos testando a demanda do mercado em securitização para ajudar a desenvolvê-lo", acrescentou.

França, Crestana e Resende participaram na manhã de ontem de um debate sobre "Financiamento imobiliário - Alternativas para um mercado em expansão", em São Paulo.

Fonte: Estadão

(Gabriel Miranda)

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