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Painel do Especificador






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Notícias : Azulejo: longe de ser antiquado
em 2/2/2012 10:20:00 (21 leituras)

Diversas opções disponíveis fazem dos deste um recurso versátil que ganha cada vez mais a atenção de profissionais da decoração e consumidores que buscam lares personalizados


A arquiteta Estela Netto recomenda a instalação em ambientes que recebem com frequência água ou vapor, como banheiros


Cheio de cores, desenhos e texturas, ele é facilmente encontrado em banheiros e cozinhas. Em construções antigas, chama a atenção pelos detalhes, às vezes feitos à mão. O azulejo, material antigo nas casas, teve sua função e uso reinventados no decorrer dos anos. Com criatividade, é possível criar diversas opções de decoração para o uso do material e deixar os ambientes customizados e até mesmo personalizados.

A designer de interiores Fabiana Visacro define os azulejos como peças cerâmicas, vitrificadas ou esmaltadas que podem ser utilizadas para decorar ou ter função utilitária. A profissional conta, ainda, que as primeiras tentativas de uso do material foram feitas por volta dos séculos 15 e 16. “Com o intuito de valorizar a arquitetura exterior, quebrando a monotonia das fachadas de palácios e templos, com desenhos, cores e traçados. Nos dias atuais, encontra-se com frequência o azulejo em fachadas, painéis decorativos, espaços internos e externos”, explica.

De lá para cá, muita coisa mudou. Mas engana-se quem pensa que esses versáteis revestimentos de paredes devem ser utilizados só em cozinhas, banheiros, copas e lavabos. “Podem ser empregados também revestindo paredes de quartos, substituindo cabeceiras de camas, valorizando paredes onde se instalam TVs, em algumas fachadas, varandas etc.”, enumera a designer de ambientes Roberta Lopes. A arquiteta Estela Netto também destaca a flexibilidade de uso permitida pelos azulejos, que podem se colocados tanto em fachadas quanto em ambientes internos e externos. “Podemos lançar mão da diversidade de cores, desenhos e formas que esse material oferece e criar belos painéis, como os da Igreja da Pampulha. Todos conhecem o belo exemplo da parceria entre Niemeyer e Portinari”.

A composição de cores e desenhos oferecida por essa peça faz com que ela se torne uma opção que valoriza a decoração, conferindo personalidade aos ambientes, segundo a arquiteta Marina Dubal. “A função do azulejo foi reinventada e ele foi levado para locais de protagonismo dentro da casa”, conta. O caráter artístico que o material pode conferir aos imóveis é destacado pela designer de interiores Laura Santos. “De acordo com a escolha da peça, o colorido e o desenho podem trazer um toque de arte aos ambientes mais rotineiros de uma casa. Eles também podem aparecer em locais inusitados, como tampos de mesa, forro de tetos, assento de bancos, entre outros”, acrescenta.

Para Marina Dubal, o azulejo é um clássico. Sendo assim, dificilmente é substituído, mas apenas reinventado. E sabendo como utilizá-lo, pode ser um diferencial no projeto. “É importante que o profissional encontre um ponto especial, que valorize a arquitetura do espaço e reforce o ambiente com um toque de personalidade”. Mas a beleza não é a única característica de destaque dos azulejos. O emprego do material pode ser um diferencial no projeto por seus aspectos utilitários.


Com criatividade, é possível garantir toque artístico, segundo as designers Laura Santos e Fabiana Visacro


Útil em todos os ambientes

Disponíveis nas mais diversas cores, com variados desenhos, é preciso saber utilizá-los para que toda a sua beleza não se transforme em poluição visual, resultando em desarmonia nos ambientes, sejam eles internos ou externos. Por isso, valem as dicas de profissionais, como a designer de interiores Fabiana Visacro. “Para quem gosta de espaços mais vivos e coloridos, usar azulejos de diferentes cores e desenhos numa mesma parede, sejam os artesanais ou ainda aqueles azulejos fora de linha, é um bom recurso.”

Uma das sugestões da designer de interiores e Laura Santos é usá-los na cozinha, como um border apenas, em vez de preencher toda a parede. De acordo com ela, há espaços, como salas de jantar, que aceitam o material como delimitador de ambientes, “onde recobre-se parede e teto com a peça”, indica.

No banheiro, onde é indispensável, é possível utilizá-lo de forma diversificada, segundo Laura. “É comum paginações que recubram apenas a área do box. Nesse caso, fica interessante arrematar a área azulejada com pastilhas ou perfis de aço. A economia gerada pode disponibilizar recursos para outras obras da casa.”

A arquiteta Estela Netto indica o uso do material, bem como da pedra e do porcelanato, em ambientes que recebem muita água ou vapor. “A pintura apenas para cobrir as superfícies das paredes acaba descascando e gerando uma mão de obra para manutenção. Dentro de áreas de box de banho, é bacana chegar com esse revestimento até o teto. Mas no restante do banheiro não se faz necessário o uso, principalmente em toda a parede.”

O importante na hora de utilizá-los é fazer a adequação da escolha da altura entre o piso e o teto, conforme a designer de ambientes Roberta Lopes. “Para não parecer que faltou revestimento na hora da instalação. Também é importante a definição de como será o encontro de superfícies em meia parede, que podem ser com listelos, faixas ou perfis, por exemplo.” Em quartos, local em que ele ainda pode causar um certo estranhamento em alguns, pode-se utilizar meia parede ou apenas uma parede em destaque, como explica Roberta. “Como em cabeceiras de cama, que podem ser em toda parede ou em uma área específica. A instalação pode ser diretamente na parede, com argamassa, ou sobre painéis em madeira laminada ou em MDF. O tipo de revestimento define o tipo de argamassa a ser adquirida.”

Por esses exemplos dá para perceber que usar azulejos na decoração não é apenas prático. “Usando as peças adequadas e a paginação ideal, os azulejos podem criar ambientes inovadores e muito charmosos”, como ressalta Fabiana. Para que o efeito atinja o ideal e possa ainda surpreender, os profissionais especializados em arte e a tecnologia entram em cena. Caso alguém queira usar esse recurso, Estela Netto diz que é possível buscar a ajuda de um artista plástico ou um pintor, “que poderá trabalhar cores e temas interessantes para o cliente em suas pinturas”. Outra alternativa indicada pela arquiteta é utilizar adesivos plotados, que podem cobrir completamente a superfície ou apenas uma parte dela.

DIVERSIFICADO

Além dessa possibilidade, Roberta Lopes aponta como alternativa de personalização o conhecido mosaico. “Pode ser encomendado inclusive a grandes empresas. Mas, atualmente, a diversidade e as possibilidades de composição de revestimentos são tantas que os projetos são praticamente únicos”, observa. O uso da tecnologia para reproduzir as imagens nos azulejos também é uma opção. “Alguns fabricantes recebem, por exemplo, uma foto para que seja impressa em um painel de azulejos na dimensão desejada. A foto deve ser em alta resolução e a técnica utilizada é a impressão digital sobre cerâmica ou porcelanato. Não é adesivo nem estampa, é impressão digital”, ressalta Roberta.


"É importante a definição de como será o encontro de superfícies em meia parede" - Roberta Lopes, designer de ambientes


DIRETO DA INTERNET

Imprimir sua foto preferida do Facebook diretamente em um azulejo. Bom, isso já é possível pela internet. A Telhanorte, por exemplo, lançou o aplicativo Parede Social para extrair imagens do Facebook e personalizar peças vendidas pela internet. O endereço para conhecer essa novidade é www.paredesocial.com.br. Os azulejos exclusivos podem ser usados como mosaico, se comprados em grande quantidade, ou mesmo como peças individuais, dando identidade e charme à decoração do ambiente da casa. “Além do uso na decoração, os azulejos do Parede Social permitem a impressão de qualquer imagens criada, como paisagens, montagens, simulações e plantas”, explica a gerente de Publicidade e Promoção da empresa, Suzana Almeida. Cada peça tem 15cm x 15cm e o prazo de entrega é de até 20 dias úteis.

Cara nova sem quebrar paredes

Quem mora em um apartamento antigo ou já teve a oportunidade de visitar um já deve ter se deparado com os monótonos azulejos azuis que revestem os imóveis. Mesmo que não sejam eles, ainda podem ser vistas peças que estão longe do ideal sonhado pelo morador em relação a uma decoração que ele considere bonita. Para evitar o transtorno de ter que quebrar a parede, a solução pode estar em pintar o revestimento.

A alternativa é indicada por Laura Santos para quem não pode trocar ou retirar o revestimento. “E para os casos em que não há muito contato da água, o recurso de pintura de azulejos é considerado paliativo. Para um ambiente de uso diário, certamente ela descascará”, ressalta. Para fazer o serviço, deve ser utilizado esmalte epóxi, que tem grande aderência e resistência, segundo a designer. “Os fabricantes dispõem de produtos auxiliares ao esmalte epóxi, fundos especiais: catalisador, nivelador, selador e anticorrosivo, que são essenciais para garantir o bom resultado do esmalte epóxi.”


Fabiana Visacro explica que alguns desses produtos são aplicados antes da tinta e outros devem ser diluídos juntamente com ela. “Cada caso demanda um produto específico e há também um fundo branco, que tem a finalidade de facilitar a cobertura nos casos em que a base é mais escura do que a cor escolhida. Isso porque o excesso de demãos não é recomendável para essa tinta, mais grossa que as demais”, completa.

A alternativa não é uma novidade no mercado. Segundo Roberta Lopes, há aproximadamente 20 anos foram lançados no mercado kits de tinta para pintura de azulejo em uso doméstico, “excelentes, com ótima cobertura e fixação. Hoje, geralmente são compradas por encomenda e as mais encontradas são tintas prontas, até à base de água”.

Para receber a pintura, os azulejos devem estar em bom estado de conservação, bem limpos, e o resultado satisfatório do trabalho também depende do profissional que fará a pintura. “Pois dependendo do fabricante da tinta e da cor do azulejo a ser pintado, podem ser necessárias várias demãos. A tinta cobre, mas não nivela os rejuntes, texturas e imperfeições decorrentes da instalação dos azulejos”, esclarece Roberta.

ATENÇÃO

Mas optando-se ou não pela pintura, o que garantirá uma composição adequada em ambientes com azulejos é o cuidado no emprego dos materiais. “Caso haja mistura de tipos de revestimentos, verificar se a mesma argamassa pode ser empregada para todos ou se há uma diferenciação”, diz Roberta. É preciso, ainda, atentar para a variação de espessuras dos produtos, definição de juntas, posicionamento das peças, mesmo que quadradas, “além das áreas onde as peças serão recortadas e devem ficar inteiras, e como ficará a superfície pronta. Isso deve ser esclarecido ao instalador para que o resultado saia como projetado ou especificado”, completa a designer.

Um painel pode ser composto por peças antigas numa distribuição aleatória, associada a materiais versáteis e plásticos, como madeira demolição, como sugere Roberta, apesar de ela reconhecer que essa é uma solução mais desgastada. “Soluções mais atuais, quando não se tem um quantitativo considerável ou se deseja reaproveitar com qualidade, são uma mescla de matérias-primas (novas e antigas) e suas texturas e cores na criação de uma unidade formal, com modulação interdependente.”

Aprenda a manter seu azulejo bem cuidado

» Para evitar acúmulo de sujeiras e formação de limo, o ideal é o uso de impermeabilizantes.

» Para remover resíduos, é interessante usar um detergente clorado para dar brilho e limpar o rejunte.

» Se a limpeza for pesada, siga os procedimentos abaixo:
1 – Raspe o rejunte.
2 – Use removedor diluído em água, na proporção de 1 para 3.
3 – Passe a mistura no azulejo usando uma estopa.

» Existe ainda uma receita caseira para limpar azulejos:
l ½ xícara de vinagre branco
l ¼ de xícara de bicarbonato de sódio
l ½ xícara de amônia
l Dilua tudo em 1 litro de água, passe nos azulejos e espere 10 minutos. Lave com água e sabão.

Fonte: Portal Uai

(Gabriel Miranda)

Notícias : BC: crédito habitacional atinge R$ 200 bi pela 1ª vez
em 27/1/2012 14:34:20 (14 leituras)

O crédito destinado ao setor habitacional manteve a expansão no último mês de 2011 e cresceu 2,7% na comparação com novembro, segundo dados divulgados na sexta-feira, 27, pelo Banco Central. Com esse crescimento, a carteira alcançou, pela primeira vez, a casa dos R$ 200 bilhões, ao somar R$ 200,506 bilhões ao final de dezembro de 2011. No acumulado de todo o ano passado, as operações de crédito para a habitação avançaram 44,5%, no ritmo mais forte entre todas as linhas de crédito acompanhadas pelo BC.

Na mesma base de comparação, o crédito para pessoa física destinado à compra de veículos aumentou 0,5% em dezembro e acumulou alta de 7,9% em 2011. No mês passado, essa carteira somava R$ 200,634 bilhões.

Entre os demais segmentos do crédito, as operações para a indústria cresceram 1,9% em dezembro e 15,6% em 2011. Para as pessoas físicas, o ritmo foi menor, com avanço de 1,1% em dezembro e 15,4% no ano. Nas operações para o setor público, o crédito cresceu 5% no mês e 20,4% no acumulado de 2011.

Os bancos públicos aumentaram sua fatia no estoque de crédito do sistema financeiro em 1,7 ponto porcentual em 2011, para 43,5% do total. Os bancos privados, por outro lado, perderam mercado. As instituições nacionais tiveram sua fatia em 1,6 ponto porcentual, para 39,2%. Já as estrangeiras tiveram redução de 0,1 ponto, para 17,3%, neste mercado.

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) alcançaram R$ 138,9 bilhões em 2011, o que indica uma queda de 17,5% ante o registrado em 2010. O estoque de crédito do banco de fomento, no entanto, cresceu 18,1% no ano passado, para R$ 422,673 bilhões.

Base monetária

A base monetária apresentou expansão de 17,3% em dezembro na comparação com novembro, pela contagem feita com os saldos no fim do período (ponta). Segundo o Banco Central, com essa variação, a base monetária, por esse conceito, atingiu R$ 214,235 bilhões em 30 de dezembro de 2011. No acumulado de todo o ano passado, esse montante cresceu 3,6%, pelo mesmo conceito.

Já no conceito da média dos saldos diários, a base monetária cresceu 10% em dezembro ante novembro e alcançou R$ 205,977 bilhões. No acumulado de 2011, a base monetária teve expansão de 4,4% na média dos saldos diários.

Fonte: Estadão

(Gabriel Miranda)

Notícias : Crédito imobiliário cresce 42% em 2011 ante 2010
em 26/1/2012 15:12:01 (8 leituras)

Volume de imóveis financiados bateu recorde e somou R$ 79,9 bilhões em 2011, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança

O crédito imobiliário cresceu 42% no ano passado na comparação com 2010. O volume de imóveis financiados bateu recorde e somou R$ 79,9 bilhões em 2011, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) nesta quinta-feira.

Em número de imóveis, foram financiados 493 mil unidades em 2011, expansão de 17% ante 2010.

Na comparação com 2010, foram liberados R$ 23,7 bilhões a mais em financiamento no ano passado. Os dados da Abecip consideram apenas os financiamentos com recursos da caderneta de poupança.

Em 2011, a captação líquida da poupança somou R$ 9,4 bilhões. O saldo da caderneta cresceu mais de R$ 30 bilhões entre janeiro e dezembro e encerrou o ano passado em R$ 330,6 bilhões.

Fonte: Estadão

(Gabriel Miranda)

Notícias : Venda de imóvel financiado é oportunidade para lucrar
em 23/1/2012 14:32:42 (25 leituras)

Além de quitar o débito com a instituição financeira, ao vender o imóvel, o proprietário geralmente consegue saldo positivo, em vista da valorização do bem


Dione Tavares, advogada, ao lado do marido, o gerente de projetos Túlio Tadeu Cabral


Não é de hoje que os imóveis são o investimento preferido de muita gente, ainda mais com o acesso ao crédito imobiliário em alta. Com a demanda aquecida, uma alternativa ficou ainda mais viável: vender o imóvel financiado antes de ser completamente quitado. Para quem está no meio do financiamento e, por algum motivo, deseja vendê-lo, é possível realizar a transação.

O negócio representa grandes vantagens para o proprietário. Ao vender um imóvel com processo de financiamento em vigor, ele imediatamente quita o débito junto ao agente financeiro e tem a possibilidade de auferir algum lucro, de acordo com a valorização do imóvel no período da venda. Para avaliar o imóvel, a diretora da Apogeu Netimóveis, Eliane Tito Henriques, explica que são considerados três critérios: análise dos consultores, valor do metro quadrado na região e sistema de amostragem. “Feito isso, o seu valor é atualizado”, diz.

Suponha que uma pessoa compre um apartamento por R$ 150 mil, e tenha pago R$ 30 mil pelo financiamento. Nesse período, o imóvel é valorizado, passando a custar R$ 200 mil. Ao vendê-lo, o proprietário vai receber R$ 80 mil, ou seja, o valor atualizado do imóvel, menos o saldo devedor, de R$ 120 mil.


Para o advogado e diretor da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Lúcio Delfino, a única diferença desse tipo de negócio em relação a outros que envolvem imóveis é que o vendedor se livra da dívida do financiamento no momento da venda, deixando de pagar os juros dali em diante. Já para o presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Ariano Cavalcanti de Paula, o vendedor quita sua dívida e ainda apura lucro. “Assim, ele pode financiar outro imóvel com patamar mais baixo de juros.”

NEGOCIAÇÃO Há dois tipos de negociação, que são a venda de imóveis prontos (avulsos) e a de imóveis em construção. “Nos avulsos, com a venda, obrigatoriamente, o seu saldo devedor será quitado”, avalia Eliane. “Já o imóvel em construção, normalmente, quem vende é o investidor e, nesse caso, é feita uma cessão de direitos junto às construtoras, na qual o investidor cede ao comprador os direitos e obrigações assumidos por meio de contrato de promessa de compra e venda, ou seja, o saldo devedor é automaticamente repassado ao comprador.”

O gerente de projetos Túlio Taxdeu Cabral e a advogada Dioni Tavares optaram por vender seu imóvel, no Bairro Ouro Preto, Região da Pampulha, antes de quitá-lo. Apesar de não visar lucro, a necessidade resultou em um bom investimento para o casal. Com a valorização dos imóveis na região, eles puderam negociar o bem com valor muito acima do que foi comprado. “O fato de termos quitado antecipadamente o nosso primeiro financiamento facilitou a aprovação do segundo processo na Caixa, devido ao relacionamento com a instituição”, comemora a advogada.


"Para o imóvel usado, a rentabilidade vai depender da situação do mercado", diz Eliane Tito Henri, diretora da Apogeu Netimóveis


CUIDADO SEMPRE É BOM

As vantagens que o negócio apresenta não dispensam medidas preventivas no sentido de evitar transtornos relacionados a toda e qualquer transação envolvendo imóveis

Corretor de imóveis da Viva Vida, Noé Crescêncio Silvestre também optou pela venda de imóvel sem estar com o financiamento quitado. De acordo com o corretor, no caso de empreendimentos na planta, além de ser um bom investimento, que precisa de um pequeno sinal no início, pode ser usado mais tarde, caso haja necessidade, como moradia.

Nesse caso, para quem quer entrar nesse negócio como investidor, o que importa é a rentabilidade que se pode obter. De acordo com Lúcio Delfino, isso vai depender da valorização do imóvel e da taxa de juros do financiamento. “Considerando uma valorização de 20% ao ano no imóvel e uma taxa de juros de 8% ao ano + 2% da TR (índice de correção monetária utilizado nos financiamentos do SFH), ele teria um lucro de 10%. Essa rentabilidade é baseada na taxa de juros do financiamento, nas demais despesas e no fôlego do mercado imobiliário”, diz.

Noé também coloca tudo na ponta do lápis para obter uma estimativa sobre quanto pode ser a rentabilidade de quem compra um imóvel na planta e o vende antes de quitar o financiamento. No caso de um empreendimento de R$ 130 mil, ele diz que é necessário como sinal, aproximadamente, 1% do valor do imóvel, mais R$ 500 referentes à taxa de abertura de cadastro (TAC) – isso para imóveis de até R$ 150 mil. Além disso, são pagas parcelas fixas até a entrega das chaves, quando é necessário desembolsar cerca de 10% do valor do imóvel. “Quando ele estiver pronto, a lucratividade estimada será de 25% a 35%”, avalia.

Entretanto, o investidor deve levar em consideração outras despesas inerentes ao negócio, que podem comprometer, e muito, a rentabilidade final, conforme alerta Lúcio Delfino. Entre essas variáveis estão tarifas bancárias para concessão do financiamento, prêmios com o seguro habitacional obrigatório (financiamentos do SFH), além de ITBI e registro do contrato no cartório de imóveis. “Há ainda a comissão de venda ou corretagem a ser paga ao corretor de imóveis ou imobiliária que vender o bem – em torno de 6% do valor da venda –, custos com taxas condominiais e IPTU entre a entrega da unidade e a venda, e eventuais investimentos extras no imóvel, como acabamentos e armários”, acrescenta.

RENTABILIDADE A diretora da Apogeu Netimóveis, Eliane Tito Henriques, diz que, para o imóvel usado, a rentabilidade vai depender da situação do mercado no momento da venda. “Já em se tratando de imóveis em obras, as construtoras fazem os cálculos dos custos do investimento e repassam suas tabelas de vendas.” A rentabilidade vai ser o produto do rendimento do imóvel, abatendo-se a amortização realizada, incluindo encargos, juros e correção, como acrescenta o presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Ariano Cavalcanti. Mas ele avisa que, para que a negociação seja bem-sucedida, quem adquire um imóvel com financiamento já contratado precisa tomar alguns cuidados. “Devem ser verificados, junto ao banco financiador, o saldo devedor atual, a prestação atual e a real possibilidade de validar junto ao banco o repasse do financiamento ao novo comprador.”


PALAVRA DE ESPECIALISTA
Formas de pagamento, por Lúcio Delfino - advogado e diretor da ABMH


"A venda de um imóvel com financiamento ou consórcio em andamento pode ser feita pelo proprietário/mutuário/consorciado a qualquer momento, como se o imóvel estivesse livre e desimpedido. Funciona assim: se o comprador utilizar recursos próprios, ele quita o financiamento com o banco ainda em nome do vendedor e, em seguida, – depois da baixa da hipoteca ou do registro do termo de quitação (quando alienação fiduciária) –, faz a escritura pública de compra e venda. Nessa hipótese, o mais comum é que o comprador dê como entrada o valor necessário para a quitação do financiamento e faça o pagamento do restante na outorga da escritura. Mas tudo isso é livre, pode ser pactuado da forma que as partes preferirem. Se o comprador se valer de FGTS, o financiamento do vendedor é quitado por meio dos recursos do FGTS do comprador. Nessa hipótese, não há necessidade de aguardar a baixa da hipoteca, já que o próprio contrato de compra e venda autoriza a baixa. O único desconforto, principalmente para o quem vai comprar o imóvel com recursos próprios é que terá de aguardar a baixa da hipoteca para registrar a escritura pública de compra e venda, o que pode demorar de três a quatro meses."

Fonte: Portal Uai

(Gabriel Miranda)

Notícias : Mulheres conquistam lugar na construção civil da Grande BH
em 23/1/2012 11:18:12 (9 leituras)

Altivez para quem tem 1,55m de altura é característica de se espantar. Mas é a melhor palavra para descrever Ângela Maria de Almeida entrando em uma obra. Pisa duro, acena para a rapaziada e segue em frente – na construção e na carreira. Muito antes de Lília Cabral estampar sua figura como protagonista da novela das 21h da Rede Globo, ela já saía de casa trajando macacão e capacete e ouvindo piadinhas de vizinhos e colegas de profissão – a massacrante maioria deles homens, é claro. De pedreira, passou a proprietária de empresa para recrutamento e treinamento de 250 operários da construção pesada – além das 90 operárias, como ela. Isso tudo enquanto a geração de empregos no setor crescia 139,34% no Brasil, segundo os dados mais recentes do setor, entre 2004 e 2010.

Ângela não ganhou a mesma loteria que sua colega da ficção, mas de carona no boom da construção tornou-se espécie de “Pereirão” remodelada – em vez de se dedicar a reparos domésticos como a personagem de Lília Cabral, ergue prédios e casas em Belo Horizonte e Caeté, na região metropolitana. E apoia a inserção de mais representantes do sexo feminino nesse mercado, defendendo que “mulher é mais caprichosa e entrega tudo limpinho, dá um banho nos homens”. A metáfora do apreço pelo trabalho, que, ninguém duvida, é chave para o sucesso, não poderia ser mais maternal: “Um prédio é igual um filho: você vai cuidando, dando forma, e quando vê já cresceu e ficou lindo”.

E quando vê um dos filhos de 26 andares no Seis Pistas, região nobre entre Belo Horizonte e Nova Lima, é com orgulho que aponta o dedo, unhas feitas e abre o sorrisão: “Fui eu que fiz”. A aproximação entre as mulheres e a construção se traduz nos números do setor que indicam o aumento da participação feminina nos canteiros de obras. Os números mais recentes do Sindicato da Construção Civil de Minas (Sinduscon-MG) mostram que a participação das moças que usam capacetes entre os funcionários dos empreendimentos avançou 8,59% em 2010, contra os 7,55% de 2000 na Grande BH.

No concreto, a realidade foi respeitosa em toda a trajetória de inserção dessa mulherada, segundo Ângela. Ela diz que manda em quem for, sem problema, corrige, fala que o procedimento está errado e manda consertar. “Os homens acham é engraçado ver as mulheres chegando para trabalhar. Dá uma melhorada no astral, eu acho”, palpita. Colega dela, o operário Nelson Rocha Macedo tem opinião parecida: “As mulheres hoje em dia têm mais inteligência que os homens para a construção. Tem homem dentro de casa dormindo e mulher trabalhando”.

Foi uma das operárias treinadas por Ângela, inclusive, que procurou o Estado de Minas para contar que Caeté tem seu próprio Pereirão. “Como entrar para a construção mudou a vida de muitas mulheres por aqui, achamos que ela merecia uma homenagem”, diz Maria José dos Santos, de 35 anos, que deixou de ser empregada doméstica e virou pedreira há três anos, quando leu um anúncio no jornal, avisando que Ângela procurava homens e mulheres para encarar o batente na construção civil. Maria aprendeu a fazer de chapisco a embolso (tipos de revestimento) e hoje comemora a mudança: “É um serviço mais respeitado e valorizado e nunca falta trabalho”.

Em três anos, a firma de Ângela, a AIV, cresceu 70%, recrutou pessoal para trabalhar em 12 torres em áreas nobres da capital e ergueu mais de 400 casas do programa Minha casa, minha vida. Recrutou funcionários de Barão de Cocais, Catas Altas, Pernambuco, Paraíba e São Paulo. A próxima fronteira é o Mineirão, além de outros quatro projetos previstos para se iniciar ainda este ano.

Segundo Ângela, as diferenças salariais ainda são tabu a derrubar. “Se um homem ganha entre R$ 1.060 e R$ 1.200, cada mulher tira cerca de R$ 860, fazendo o mesmo serviço”, destaca. É daí que vem, de acordo com ela, o empenho em mostrar serviço e capacidade de executar tarefas pesadas como preparar massa, fazer o chapisco, rejunte e assentar a cerâmica. No acabamento, Ângela garante, elas arrasam.

Fonte: Portal Uai

(Gabriel Miranda)

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